O piso mínimo de frete ANTT é o piso que a Lei 13.703/2018 estabeleceu como obrigatório para todo transporte de carga no Brasil. Não é sugestão, é lei. Se você está aceitando fretes por menos, está perdendo dinheiro e alimentando um jogo que esvazia a sua renda.
O que é o piso mínimo de frete ANTT
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publica a cada trimestre uma tabela com o valor mínimo que você pode cobrar por quilômetro rodado. Esse número leva em conta consumo de combustível, pneu, manutenção, seguro, depreciação do caminhão e uma margem de lucro básica para você rodar sem prejuízo.
O piso varia conforme o porte do veículo (leve, médio, pesado) e o tipo de carga (seca, refrigerada, perigosa). A ANTT publica essas tabelas no Diário Oficial da União e você pode consultar pelo site da agência ou por apps especializados.
Desde 2018, quando a lei entrou em vigor, esse piso é obrigatório. O embarcador que quer pagar menos, ou o agenciador que oferece frete abaixo do piso, está violando a lei. E você, aceitando, está concordando em rodar no prejuízo.
Por que o piso existe
Antes de 2018, a concorrência por frete era suja. Caminhoneiro aceitava qualquer preço pra sair do posto, agenciador apertava o valor, embarcador pagava o mínimo possível. O resultado era claro: caminhoneiro rodando do prejuízo, tomando calote, com caminhão velho e seguro vencido.
O piso mínimo veio pra parar esse círculo vicioso. Se todos cobram no mínimo o mesmo valor, ninguém pode baixar o preço pra conseguir frete. O mercado fica mais limpo e a sua renda fica previsível.
Isso não significa que você sempre cobra exatamente o piso. Carga de retorno, frete agregado ou cliente frequente podem resultar em negociação abaixo (isso é permitido em certos casos). Mas zero abaixo do piso obrigatório por lei.
Como funciona na prática
A tabela da ANTT mostra um valor por quilômetro rodado. Para um caminhão pesado (acima de 9 toneladas) carregado, em 2024, o piso está por volta de R$ 3,00 a R$ 3,50 por km, dependendo da região e do trimestre. Um frete de 500 km não pode sair por menos de R$ 1.500 a R$ 1.750.
Isso já inclui o custo estimado do combustível. O pedágio, como está na lei, vem separado e o embarcador antecipa pra você.
Quando você recebe uma proposta de frete, o primeiro passo é calcular: distância vezes o piso do trimestre em vigor. Se a oferta está abaixo, você recusa. Se está acima, ótimo, você ganha mais.
Passo a passo para consultar e respeitar o piso
- Acesse o site da ANTT (www.antt.gov.br) ou uma plataforma confiável que publica a tabela atualizada do piso mínimo do trimestre em vigor.
- Identifique o porte do seu caminhão (leve, médio ou pesado) e o tipo de carga (seca, refrigerada, perigosa, etc.).
- Anote o valor por quilômetro correspondente à sua categoria.
- Na hora que receber uma proposta de frete, multiplique a distância pelo piso mínimo vigente.
- Compare: se a oferta é igual ou superior, você pode considerar. Se está abaixo, recuse na hora.
- Lembre que o pedágio vem à parte e o cliente antecipa esse custo.
- Documente tudo (print da proposta, data, distância) para ter comprovação em caso de disputa.
Quando é permitido cobrar menos que o piso
A lei permite negociação abaixo do piso apenas em situações específicas e com documentação clara. Frete de retorno (quando o caminhão volta vazio) pode ser negociado com desconto. Alguns clientes frequentes, com carga garantida, podem fechar contrato abaixo do piso através de acordo formal.
Mas isso não é a regra geral. Na maioria das vezes, se você está aceitando por menos, está perdendo.
O que pode dar errado se você não respeitar
Aceitar frete abaixo do piso significa rodar no prejuízo. Seu combustível já sai mais caro que o previsto se o preço caiu muito. Depois vem a manutenção (pneu, óleo, freio), seguro do caminhão e impostos. Se o frete não cobre tudo isso, você está financiando o embarcador com seu bolso.
Além disso, quando muitos caminhoneiros aceitam abaixo do piso, o mercado inteiro cai. O agenciador oferece menos porque viu "gente na estrada" aceitando menos. E aí fica impossível para quem está tentando fazer conta correta.
Como o Kargoo respeita o piso mínimo
No Kargoo, o sistema leva em conta o piso mínimo da ANTT no momento que calcula o preço do frete. Quando você se cadastra como caminhoneiro e recebe uma proposta de carga, o valor já vem alinhado com a tabela vigente. Você vê o quanto vai ganhar antes de aceitar, sem surpresa.
Desse jeito, você roda sem ficar pensando se está perdendo. O embarcador paga justo, você ganha justo e o frete sai do jeito que tem que ser.
Se você ainda não usa o Kargoo, é hora de se cadastrar. Carga perto de você, preço transparente e pagamento no PIX. Acesse https://kargoo.site/app/?papel=motorista e comece a rodar sem prejuízo.