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Piso mínimo de frete ANTT: como funciona e por que respeitar

Regulamentação2026-08-074 min de leitura

O piso mínimo de frete ANTT é o piso que a Lei 13.703/2018 estabeleceu como obrigatório para todo transporte de carga no Brasil. Não é sugestão, é lei. Se você está aceitando fretes por menos, está perdendo dinheiro e alimentando um jogo que esvazia a sua renda.

O que é o piso mínimo de frete ANTT

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publica a cada trimestre uma tabela com o valor mínimo que você pode cobrar por quilômetro rodado. Esse número leva em conta consumo de combustível, pneu, manutenção, seguro, depreciação do caminhão e uma margem de lucro básica para você rodar sem prejuízo.

O piso varia conforme o porte do veículo (leve, médio, pesado) e o tipo de carga (seca, refrigerada, perigosa). A ANTT publica essas tabelas no Diário Oficial da União e você pode consultar pelo site da agência ou por apps especializados.

Desde 2018, quando a lei entrou em vigor, esse piso é obrigatório. O embarcador que quer pagar menos, ou o agenciador que oferece frete abaixo do piso, está violando a lei. E você, aceitando, está concordando em rodar no prejuízo.

Por que o piso existe

Antes de 2018, a concorrência por frete era suja. Caminhoneiro aceitava qualquer preço pra sair do posto, agenciador apertava o valor, embarcador pagava o mínimo possível. O resultado era claro: caminhoneiro rodando do prejuízo, tomando calote, com caminhão velho e seguro vencido.

O piso mínimo veio pra parar esse círculo vicioso. Se todos cobram no mínimo o mesmo valor, ninguém pode baixar o preço pra conseguir frete. O mercado fica mais limpo e a sua renda fica previsível.

Isso não significa que você sempre cobra exatamente o piso. Carga de retorno, frete agregado ou cliente frequente podem resultar em negociação abaixo (isso é permitido em certos casos). Mas zero abaixo do piso obrigatório por lei.

Como funciona na prática

A tabela da ANTT mostra um valor por quilômetro rodado. Para um caminhão pesado (acima de 9 toneladas) carregado, em 2024, o piso está por volta de R$ 3,00 a R$ 3,50 por km, dependendo da região e do trimestre. Um frete de 500 km não pode sair por menos de R$ 1.500 a R$ 1.750.

Isso já inclui o custo estimado do combustível. O pedágio, como está na lei, vem separado e o embarcador antecipa pra você.

Quando você recebe uma proposta de frete, o primeiro passo é calcular: distância vezes o piso do trimestre em vigor. Se a oferta está abaixo, você recusa. Se está acima, ótimo, você ganha mais.

Passo a passo para consultar e respeitar o piso

  1. Acesse o site da ANTT (www.antt.gov.br) ou uma plataforma confiável que publica a tabela atualizada do piso mínimo do trimestre em vigor.
  2. Identifique o porte do seu caminhão (leve, médio ou pesado) e o tipo de carga (seca, refrigerada, perigosa, etc.).
  3. Anote o valor por quilômetro correspondente à sua categoria.
  4. Na hora que receber uma proposta de frete, multiplique a distância pelo piso mínimo vigente.
  5. Compare: se a oferta é igual ou superior, você pode considerar. Se está abaixo, recuse na hora.
  6. Lembre que o pedágio vem à parte e o cliente antecipa esse custo.
  7. Documente tudo (print da proposta, data, distância) para ter comprovação em caso de disputa.

Quando é permitido cobrar menos que o piso

A lei permite negociação abaixo do piso apenas em situações específicas e com documentação clara. Frete de retorno (quando o caminhão volta vazio) pode ser negociado com desconto. Alguns clientes frequentes, com carga garantida, podem fechar contrato abaixo do piso através de acordo formal.

Mas isso não é a regra geral. Na maioria das vezes, se você está aceitando por menos, está perdendo.

O que pode dar errado se você não respeitar

Aceitar frete abaixo do piso significa rodar no prejuízo. Seu combustível já sai mais caro que o previsto se o preço caiu muito. Depois vem a manutenção (pneu, óleo, freio), seguro do caminhão e impostos. Se o frete não cobre tudo isso, você está financiando o embarcador com seu bolso.

Além disso, quando muitos caminhoneiros aceitam abaixo do piso, o mercado inteiro cai. O agenciador oferece menos porque viu "gente na estrada" aceitando menos. E aí fica impossível para quem está tentando fazer conta correta.

Como o Kargoo respeita o piso mínimo

No Kargoo, o sistema leva em conta o piso mínimo da ANTT no momento que calcula o preço do frete. Quando você se cadastra como caminhoneiro e recebe uma proposta de carga, o valor já vem alinhado com a tabela vigente. Você vê o quanto vai ganhar antes de aceitar, sem surpresa.

Desse jeito, você roda sem ficar pensando se está perdendo. O embarcador paga justo, você ganha justo e o frete sai do jeito que tem que ser.

Se você ainda não usa o Kargoo, é hora de se cadastrar. Carga perto de você, preço transparente e pagamento no PIX. Acesse https://kargoo.site/app/?papel=motorista e comece a rodar sem prejuízo.

Perguntas frequentes

O piso mínimo de frete é obrigatório?

Sim. A Lei 13.703/2018 estabelece o piso mínimo de frete como obrigatório em todo o Brasil. Não é sugestão, é lei.

Como saber qual é o piso mínimo do meu caminhão?

Consulte a tabela publicada pela ANTT no site oficial (www.antt.gov.br) ou em plataformas especializadas. A tabela varia por trimestre e por porte de caminhão.

Posso aceitar frete por menos que o piso?

Em casos muito específicos (frete de retorno, contrato com cliente frequente) é permitido com documentação. Na maioria das vezes, recusar frete abaixo do piso é a decisão correta.

O pedágio está incluído no piso mínimo?

Não. O pedágio é cobrado à parte e o embarcador antecipa esse custo ao transportador. O piso é só do frete de transporte.

Por que o piso mínimo existe?

Para evitar que caminhoneiros rodem no prejuízo e que o mercado de frete seja limpo, com concorrência justa entre transportadores.

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